PORTES GRATUITOS EM CORREIO REGISTADO PARA PORTUGAL & ILHAS COM ENCOMENDAS SUPERIORES A 50€
  • Capa do livro Dizer o Mundo de Alexandra Carita com fundo de paisagem natural em tons escuros
  • Sala com teto de madeira, mesa preta com pessoas, projetor de filme antigo e apresentação
  • Mesa de conferência com quatro pessoas sentadas e decoração festiva
  • Pessoas sentadas em cadeiras num espaço interior com teto de madeira e paredes de tijolo
  • Pessoas em mesa de discussão e público em sala com máquina de projeção antiga
  • Mesa com vários exemplares do livro 'Diario Medina' em capa preta num espaço interior com elementos decorativos e pessoas ao fundo.

DIZER O MUNDO • CONVERSAS COM RUI NUNES E PAULO NOZOLINO • ALEXANDRA CARITA

17,50 €
IVA incluído.

DIZER O MUNDO • CONVERSAS COM RUI NUNES E PAULO NOZOLINO • Alexandra Carita • 2021 Relógio D’Água 136 pgs • Fotografias de Paulo Nozolino • Lançamento do livro DIZER O MUNDO, com apresentação de Alexandra Carita, Rui Nunes, Paulo Nozolino, Pedro Santos Guerreiro & José Manuel Costa • Linha de Sombra • Cinemateca◼︎

"Alexandra Carita: Falaste há bocado nos amigos. A amizade é um sentimento puro, nobre, importante. Que adjectivo lhe hei-de pôr à frente?
Rui Nunes: Absoluto. Aliás, não conheço outro sentimento. Eu sou capaz de dar nome, e o nome é amizade, a relação que tenho com as pessoas, mas não sou capaz de dar outros nomes, isto porque também fui de certo modo criado nesse culto. Digo muitas vezes, porque ouvi muitas vezes dizer, que os amigos são a família que escolhi. A outra nasci com ela, que remédio, mas aquela que construí é para mim muito importante e é aquela que dá sentido às coisas. A amizade para mim é o sentimento total. Está lá tudo. Move a pessoa integralmente. É um sentimento sem exigências a não ser a exigência absolutamente fundamental, essa exigência da amizade do outro. A minha amizade exige a exigência fundamental que é a amizade do outro.
Paulo Nozolino: A reciprocidade. Eu faço minha as palavras do Rui. Os amigos são aqueles que nós escolhemos, são sobretudo aqueles que fizeram coisas ao nosso lado. Os «compagnons de route». Acho que os meus verdadeiros amigos viajaram comigo, pelo menos, fizeram uma viagem comigo. Para conhecermos uma pessoa bem, temos de saber como ela se deita, como é que ela acorda, como reage quando tem medo, como reage quando tem fome. Aí é que se conhece uma pessoa. Ser amigo de alguém implica um profundo conhecimento dessa pessoa, senão é um conhecido. E as pessoas têm muito a tendência para confundir conhecidos com amigos. Mas, atenção, não é a mesma coisa. Um amigo faz tudo, um conhecido esquece quando lhe convém. A amizade é também o tal sentimento de reciprocidade e é uma coisa que se cultiva.”