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  • JEAN ROUCH 2009 ∙ RETROSPECTIVAS E COLÓQUIOS NO BRASIL ∙ MATEUS ARAÚJO SILVA (ORG.)

JEAN ROUCH 2009 ∙ RETROSPECTIVAS E COLÓQUIOS NO BRASIL ∙ MATEUS ARAÚJO SILVA (ORG.)

25,00 €  
IVA incluído

JEAN ROUCH 2009 • RETROSPECTIVAS E COLÓQUIOS NO BRASIL • Organização de Mateus Araújo Silva • 2009 BALAFON 152 pgs • Textos de Jean Rouch & etc. • Cineasta de mais de cem filmes e antropólogo de extensa obra escrita, Jean Rouch (1917-2004) atravessou o século como se vivesse sete vidas cheias de facetas e paradoxos • Edição com assinatura e dedicatória do organizador • PVP 25€ • Linha de Sombra • www.linhadesombra.com • CP-MC◼︎

“Desde Robert Flaherty, os americanos chamam de “film-makers” os cineastas que são ao mesmo tempo diretores e seus cinegrafistas. Somos, no máximo, uns vinte no mundo, de Ricky Leacock a John Marshall, de Vittorio de Setta a Ermano Olmi, de Michel Brault a Jorge Bodansky. Desde a primeira imagem, nós nos reconhecemos no golpe de vista insubstituível daqueles que, do visor de sua câmera, são os primeiros espectadores do filme que estão criando, como aqueles iluminados da tradição oral que inventam a história no momento mesmo em que a contam... Nesse cinema arriscado, Jorge Bodansky, formado na Universidade de Brasília e na oficina Film Gestaltung de Alexander Kluge, em Ulm, revelou-se logo um pioneiro em várias frentes, “cinema-ficção” e “cinema-verdade”. Nunca esqueceremos os amores reais ou imaginários de Iracema, a pequenina prostituta indígena, e de um chofer de caminhão no inferno sinistro da estrada transamazônica... O Terceiro milênio é Fitzcarraldo, de verdade, molhado de suor, num barco bêbado subindo o rio, impassível, e seu Fitzcarraldo não passa de um senador baixinho em campanha eleitoral. Sob o olhar cruel e terno de Jorge Bodansky, é a viagem-surpresa, das favelas de Manaus aos profetas missionários da verdadeira Cruz no fim do mundo, passando pelos índios prontos para flechar os impostores (parlamentares ou cineastas), ou pelos nenúfares gigantes (Vitória Régia) inspirando ao senador perdido um impressionante discurso ecológico.”


JORGE BODANSKY: UMA LIÇÃO DO CINEMA DIRETO VINDO DA AMAZÓNIA, Jean Rouch