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  • JORGE SILVA MELO ∙ VIVER AMANHÃ COMO HOJE ∙ MARIA JOÃO MADEIRA (ORG.)
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JORGE SILVA MELO ∙ VIVER AMANHÃ COMO HOJE ∙ MARIA JOÃO MADEIRA (ORG.)

25,00 €  
IVA incluído

JORGE SILVA MELO ∙ VIVER AMANHÃ COMO HOJE ∙ Maria João Madeira (Org) ∙ 2024 Cinemateca 454 pgs • Textos: Jorge Silva Melo, José Manuel Costa, Maria João Madeira, João Lameira, Francisco Frazão, Luís Miguel Oliveira, Miguel Lobo Antunes, Bernardo Pinto de Almeida, João Pedro Rodrigues, Luís Miguel Cintra, Paulo Rocha, Regina Guimarães, Claude la Salla, Rui Catalão, Alberto Seixas Santos, Manuel Gusmão e Sofia Areal ∙ Fotografias: Cinemateca, Artistas Unidos, João Pinto Nogueira, Manuel Mozos & etc ∙ Grafismo de Nuno Rodrigues da Costa.

JORGE SILVA MELO – VIVER AMANHÃ COMO HOJE & CARTA BRANCA SEM RECEITA organizado pela Cinemateca em Março de 2020 e em Maio de 2022 • PVP 25€ • Linha de Sombra: www.linhadesombra.com

“Não me perguntem se são os melhores do mundo. Não serão, nem está aqui nenhum Lang (nem o BEYOND! nem o MOONFLEET? não percebes nada disto, ingrato Melo), nem nenhum Renoir (e se isso fosse, todos os Hitchcock aqui estariam), nem nenhum Ray (qual dos dois?), nem o EUROPA 51, nem o PLAYTIME nem a GERTRUD ou o SUNRISE, nem o A STAR IS BORN, nem a Claudia Cardinale entra em nenhum deles... nem o Jean Gabin (!), nem estão cá as SEVEN WOMEN, meu último Ford (“so long, bastard!” conclui a Bancroft), pois não, não são os “melhores de sempre”, não. Nem os que levaria para a ilha deserta, onde não sei bem o que faria se nem projeccionista lá houvesse. (...) E sei que dele gostaria esta noite de ficar a conversar com o João Bénard da Costa, meu professor. Ah, sim, porque os filmes são para depois se conversar. Estes são. Ou então antes. Durante anos, ouvi a Luiza Neto Jorge falar de um filme que vira em Paris e que nunca cá chegara nem nas viagens eu conseguira descobrir. Sim, eram as CUMBRES BORRASCOSAS de Luis Buñuel que só vi anos depois da morte da Luiza, uma tarde na Cinemateca, creio. E sobre o qual nunca consegui falar com ela. Ou consegui?”


CARTA-BRANCA SEM RECEITA, 13 de Fevereiro de 2020, Jorge Silva Melo

“S­ão do Jorge Silva Melo as primeiras e as últimas palavras deste livro, que se foi organizando com ele, sem ele, para ele. Sob o azul do quarto com vista de serra do Carlos de Christian Patey que, em AGOSTO, habita o mesmo hotel frequentado por Jorge da adolescência em diante. Conta-o­ ela a páginas tantas – no catálogo, o número é 294 – falando do azul mal pintado com que fez dezenas de espectáculos sem perceber de onde é que lhe vinha, coisa que não escapou a Patey certa noite de teatro em Lisboa. É um azul-bebé, mais claro do que o seu predilecto, melancólico, azul da Prússia – que Sofia Areal pintou, está reproduzido na página 246. E é esse azul na variação COITADO DO JORGE a envolver a edição, marcando os capítulos – espreitar na ordem inversa as páginas 46 e 219. Uma cor arranhada, matizada, em que se vislumbra o pigmento, a mistura, o movimento da trincha sem hesitar na superfície em branco. Pode ser o gosto pelo rascunho, pela vacilação do mundo, termos reincidentes neste livro, também tomados a Jorge Silva Melo, digamos JSM, as iniciais são importantes.”

COM A VERDADE ME ENGANAS, Maria João Madeira