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  • O CINEMA - UMA ESTÉTICA CRUA ∙ JOÃO PAULO DE OLIVEIRA CRUZ MENDES
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O CINEMA - UMA ESTÉTICA CRUA ∙ JOÃO PAULO DE OLIVEIRA CRUZ MENDES

20,00 €  
IVA incluído

O CINEMA - UMA ESTÉTICA CRUA João Paulo de Oliveira Cruz Mendes • 2022 Edições Húmus 596 pgs ∙ Design Gráfico: João Duarte • Lançamento do livro no dia 20 de Outubro, às 18.00 na Cinemateca • Apresentação com a presença de Pedro Mexia, Carlos João Correia, António Cruz Mendes & Cineclube Lucky Star • Às 19.30, projecção do filme THE INFORMER John Ford 1935 USA 88' ∙ A CINEMATECA COM A LINHA DE SOMBRA ∙Filme que adapta um romance de Liam O’Flaherty no cenário da guerra da independência da Irlanda, em finais da segunda década do século XX. Uma atmosfera sombria, de influência expressionista, rodeia a personagem de Gippo Nolan, que deu a Victor McLaglen o Oscar de melhor actor • PVP 20€ • Linha de Sombra • Cinemateca Portuguesa.

“Segundo Kracauer, o mundo que mostra o romance moderno estende-se das ideias espirituais esporádicas aos acontecimentos materiais dispersos. É continuum mental que inclui a dimensão física da realidade, mas não existe por separado. Ora, pelo contrário, o cinema começa por esta mesma realidade física. O que o cinema apreende são os fragmentos dessa realidade física que fluem sem que neles seja perceptível a sua posição de partes que constituem um todo dotado de propósito. Na sua capacidade de afectar o espectador com imagens que permitem libertá-lo dos seus constrangimentos espácio-temporais, activando no corpo e na mente a possibilidade de exploração que fazem exercitar a sua imaginação, o cinema assume-se como um meio específico do nosso tempo, onde o absoluto intelectual e espiritual está ausente, fazendo-nos regressar à riqueza da terra.”

CINEMA, O FLUXO DA VIDA, João Paulo Mendes

“No problema da adaptação, ao realizador coloca-se um dilema de difícil resolução. Por um lado, preocupar-se-á em plasmar uma história como totalidade que é, com o seu propósito determinado. Tarefa que lhe exigirá reproduzir as suas unidades complexas e modelos de significados de maneira directa. Por outro lado, deverá seguir a tendência realista, que o incitará a ampliar a história para a dimensão da existência física. Muitos filmes “teatrais” cumprem com a primeira tarefa sem tratar de, pelo menos, tentar a segunda. Krakauer dá o exemplo de vários filmes, alguns dos quais nem são inspirados em obras teatrais, mas sim em romances, como THE INFORMER (1935) de John Ford, ou LE ROUGE ET LE NOIR (1954), de Autant-Lara, recolhidos respectivamente, das obras de Liam O’Flaherty e Stendhal. Mas nestes casos – tais como no outros em que, de facto, se inspiram as peças de teatro: MOURNING BECOME ELECTRA (1947), DEATH OF A SALESMAN (1951) – o que está em causa é uma adaptação que se ajusta rigorosamente à sua respectiva história. O autor compara o nevoeiro de BROKEN BLOSSOMS (1919) de Griffith, com o de THE INFORMER, de Ford. No primeiro caso, os planos de nevoeiro que envolvem o Tamisa e as ruas East End de Londres parecem não ter outra função que retratar o ambiente em que se desenvolve a acção, ou seja, ainda que possam contribuir para sublinhar a dita acção, não se esgotam em sustentá-la. Eles registam realmente a natureza da cidade. Pelo contrário, o nevoeiro do filme de Ford é um nevoeiro inteiramente simbólico, elaborado para assinalar, mais além de si mesmo, uma ideia conceptual da intriga.”


CINEMA, O FLUXO DA VIDA, João Paulo Mendes


THE INFORMER • John Ford • 1935 USA 88 min ∙ Lançamento, com projecção, do livro O CINEMA: UMA ESTÉTICA CRUA João Paulo Mendes • 2022 Edições Húmus • A CINEMATECA COM A LINHA DE SOMBRA / LUCKY STAR - CINECLUBE DE BRAGA • Apresentação na sala de cinema Luís de Pina por Luís Mendonça & José Amaro • 20 Out 2022 • Sessão Esgotada • Cinemateca

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