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  • SAMUEL FULLER • JOÃO BÉNARD DA COSTA (ORG.)
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SAMUEL FULLER • JOÃO BÉNARD DA COSTA (ORG.)

Preço sob consulta  

SAMUEL FULLER • Organização de João Bénard da Costa ● 1988 Cinemateca Portuguesa 118 pgs ● Textos de Samuel Fuller; Manny Farber; Phil Hardy; António-Pedro Vasconcelos; Manuel Cintra Ferreira; João Mário Grilo & Gil Carvalho • Catálogo editado por ocasião do ciclo de cinema de Fuller, em Março e Abril de 1988, com o alto patrocínio da Embaixada dos Estados Unidos da América • Concepção gráfica de Luís Miguel Castro ● Exemplar disponível na Livraria Linha de Sombra • Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema ■

"Se há caracterização que caiba no ao universo de Fuller - e tão fortemente o singularize dos seus contemporâneos – é a que contrapõe à ordem – qualquer ordem, a soberania do indivíduo. E é preciso acrescentar (como o recente White Dog sublinha quase até à exasperação) a soberania anárquica do indivíduo, o que, desde Schopenhauer e Nietzsche (eles também ídolos ocasionais e ambíguos de certas correntes anarquistas) sabemos não estar em contradição com o fatalismo de que atrás falei. (...) Esta é a contradição fundamental do mundo de Fuller, em que jamais há lugar para a reflexão ou “distanciação”. Para Fuller, o abutre entre os abutres, a carne morta é matéria donde vem a nova carne viva. Por isso, e num tempo impiedoso como o que retratou (para usar uma expressão de Losey) jamais a sua visão foi a do inadaptado e terno (como a de Ray), jamais foi a dos nobres olhares (como a de Brooks), jamais foi a da renúncia à paixão pelo compromisso (como a de Kazan) jamais consistiu na descoberta da tragédia do poder da alma (como Anthony Mann).
Sabendo que a tragédia é demasiado geral para ser particularizada e que os sentimentos nada podem contra sensações, meteu-se na selva e foi abrindo caminho. Os seus mais significativos “travellings” resumem tudo isto: a força que perfura o obstáculo derrubado, a marcha para diante, mesmo que o obstáculo regresse sob idênticas formas, mesmo que o que está diante implique o regresso o ponto de partida”
 
Samuel Fuller, Emotion Pictures, João Bénard da Costa

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